A mulher sinistra da capa de ‘Black Sabbath’ Revelação veio depois de 50 anos

Há 50 anos, o Black Sabbath lançava o disco de estreia que revolucionou o mundo da música, criando o heavy metal. Sendo um dos álbuns mais importantes do gênero, um mistério o cerca: a mulher que estampa a capa.


Em uma entrevista à Rolling Stone, o fotógrafo Keith Macmillan, responsável pela capa, revelou a identidade da mulher. Chamada Louisa Livingstone, a modelo tinha entre 18 e 19 anos na época e foi contratada para a sessão de fotos em Mapledurham Watermill em Oxfordshire, cidade na Inglaterra.

“Ela não estava usando nenhuma roupa por baixo, estávamos tentando fazer algumas coisas mais ousadas, mas nada funcionava. Qualquer coisa mais sexy tiraria o clima de assombração. Ela foi uma ótima modelo. Ela foi muito corajosa e entendeu muito bem o que eu estava tentando fazer”, contou Keef, como é creditado pelas fotos dele.

O moinho de Mapledurham, no condado inglês de Oxfordshire, na Inglaterra.

A própria Livingstone também comentou sobre a sessão: “Eu lembro que estava um frio congelante e precisei acordar às 4 horas da manhã. O Keith ficava jogando gelo seco na água, mas não funcionava do jeito que ele queria, então ele acabou usando uma máquina de fumaça.”

“Ele só me falou, ‘fique ali e faça isso’. Tenho certeza que ele me contou que era para o Black Sabbath, mas eu acho que isso não significava muita coisa para mim naquela época”, disse.


A modelo não tem relação alguma com o heavy metal além da icônica capa, mas é ligada à música até hoje. Livingstone tem um projeto de música eletrônica chamado Indreba e também já atuou em algumas séries entre os anos 70 e 80 com papéis pequenos. Veja abaixo como Louisa está hoje.

Louisa Livingstone em registro da época de sua foto para a capa de Black Sabbath (1970) e em foto mais recente (Foto: Reprodução)

 

A foto da capa de primeiro álbum de Heavy Metal da história foi feita pelo fotógrafo Markus Keef, para a Virgin Records, utilizando uma técnica conhecida como “false color photography”.